A partir de 1º de janeiro de 2026, entram em vigor os novos valores do ICMS “ad rem” (fixo por unidade) sobre combustíveis, definidos por convênios aprovados no âmbito do Confaz e publicados no Diário Oficial da União, uma regra que vale de forma uniforme para todos os estados e o Distrito Federal.
O ICMS sobre combustíveis, desde a mudança do regime, deixou de ser percentual e passou a ser um valor fixo por litro (ou por quilo, no caso do gás). Com isso, a atualização para 2026 já chega com o “tamanho” do impacto embutido:
- Gasolina (e etanol anidro da mistura): de R$ 1,47/L para R$ 1,57/L (+ R$ 0,10 por litro)
- Diesel (e biodiesel): de R$ 1,12/L para R$ 1,17/L (+ R$ 0,05 por litro)
- GLP (gás de cozinha): de R$ 1,39/kg para R$ 1,47/kg (+ R$ 0,08/kg)
- um tanque de 50 litros de gasolina tende a embutir cerca de R$ 5,00 a mais só por ICMS;
- no diesel, 60 litros representam cerca de R$ 3,00 extras;
- e um botijão de 13 kg pode carregar cerca de R$ 1,04 a mais apenas pela parcela do ICMS.
A atualização anual segue a lógica do novo modelo: o Comsefaz explica que a metodologia usa preços médios mensais apurados pela ANP, comparando períodos equivalentes, e que a vigência em 2026 respeita a anterioridade (não pode começar a valer no mesmo ano da publicação).
Em outras palavras: o imposto é reajustado com base em médias observadas no mercado, mas só passa a valer na janela legal seguinte, agora, no primeiro dia de 2026.
A gasolina pesa imediatamente no deslocamento diário. Já o diesel, além de afetar motoristas e empresas, costuma puxar um efeito em cadeia: frete, transporte, logística e distribuição.
Em regiões com forte atividade industrial e circulação intensa de cargas, como a RMS e polos produtivos como Camaçari, qualquer pressão em diesel tende a aparecer no custo de operação (do caminhão ao ônibus), mesmo quando o reajuste parece pequeno no litro.
Mesmo com o ICMS já definido, o preço na bomba não depende só dele. Vale acompanhar:
- política de preços e repasses ao longo da cadeia (refino, distribuição e revenda);
- variações de petróleo e câmbio, que também influenciam custos;
- diferenças de concorrência local entre postos.
Mas o ponto central é: o imposto por litro subiu, e isso cria uma pressão real de alta a partir de 1º de janeiro de 2026.
Redação: Site Bahia Fatos News























