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Rute Carvalhal propõe “Espaço do Motoboy” em Camaçari após estudo sobre riscos e precariedade da categoria

Pesquisa de mestrado da engenheira Rute Carvalhal revela vulnerabilidade de motoboys e trabalhadores de aplicativo em Camaçari

A engenheira Rute Carvalhal mergulhou na realidade desses trabalhadores para construir sua dissertação de Mestrado na UFBa em Saúde, Ambiente e Trabalho  e o que ela encontrou mexeu com a comunidade: jornadas acima de 12 horas, exposição ao Sol forte, chuva, trânsito pesado e inexistência estrutura básica. Falta água, banheiro, lugar para sentar-se, descansar ou até fazer uma refeição digna e isso pesa no corpo e na mente.

O estudo mostra algo que já se percebe na rua: o clima mudou e ficou mais agressivo. Calor intenso, chuvas repentinas e vias perigosas aumentam o risco de acidentes. Quem vive de aplicativo está sempre correndo contra o tempo, pressionado por entregas rápidas, e isso, somado ao desgaste físico e mental, cria um cenário preocupante.

É impossível ignorar: centenas de motos circulam todos os dias em Camaçari, levando comida, documentos, produtos… sustentando famílias e ajudando o comércio a girar. Eles são invisíveis, apesasr4 de fazer parte viva da economia. E mesmo assim, seguem sem o mínimo de apoio estrutural.

Proposta do Espaço do Motoboy traz dignidade e melhores condições de trabalho

A ideia do “Espaço do Motoboy” surge como uma proposta de política pública. Um lugar com cobertura, mesas, micro-ondas, geladeira, banheiro, Wi-Fi, tomadas pra carregar o celular, armários e até estacionamento gratuito. Parece simples, né? Mas para quem vive na rua o dia inteiro, isso muda tudo.

O projeto prevê um espaço na sede e dois na orla, justamente onde a demanda é maior. A proposta é pensada com cuidado, olhando onde esses trabalhadores estão e o que eles realmente precisam no dia a dia. É um olhar humano. È preciso cuidar de quem mantém a cidade funcionando. Investir nesses espaços também significa reduzir riscos no trânsito, melhorar a saúde desses profissionais e reconhecer, de verdade, o valor de quem está ali todos os dias, faça chuva ou sol.

Por A.Almeida

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