Pesquisar

Alta dos Alimentos e Desemprego Empurram Famílias para a Dívida

Em Camaçari, a crise virou rotina. A cada ida ao mercado, o susto é o mesmo: preços mais altos, carrinho vazio e o dinheiro já não dá conta do básico.

Arroz, feijão, carne, óleo, itens que sempre fizeram parte da mesa do trabalhador agora pesam no bolso. O que antes era compra do mês virou conta diária, difícil de fechar. E quando o salário de trabalhadores do polo, do comercio e dos Servidores públicos não acompanha, o cartão de crédito vira saída e armadilha.

Nas ruas da cidade, o cenário é de queixa. Conhecida pela força do Polo Industrial, Camaçari hoje convive com o avanço do desemprego e da informalidade. Muitos trabalhadores perderam a estabilidade e passaram a viver de “bicos”, sem garantia de renda no fim do mês.

É nesse vazio que a dívida cresce. Pequena no começo, urgente no meio, e sufocante no fim. Com juros elevados, definidos pelo Banco Central do Brasil, beirando os 15%, o que era solução rápida vira problema difícil de escapar. O avanço do endividamento no Brasil, que já se aproxima de R$ 4,5 trilhões, ganha um rosto ainda mais preocupante quando observado de perto em Camaçari.

O comércio também sente. As vendas caem, no setor de serviços o movimento diminui e o consumidor compra apenas o essencial quando compra. O supérfluo desapareceu. Ficou a sobrevivência.

Por trás dos números bilionários do endividamento no Brasil, existem histórias como as de Camaçari: famílias cortando alimentos, contas acumulando, aumento da inadimplência e sonhos sendo adiados.

OUTRAS NOTÍCIAS

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *