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Rute Carvalhal Aponta Caminhos para o Desenvolvimento da Bahia

A reconstrução da capacidade de crescimento do Brasil passa diretamente pela valorização da engenharia, do planejamento estratégico e dos investimentos em infraestrutura. A avaliação é da engenheira civil e de segurança do trabalho, Rute Carvalhal, candidata à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), que tem defendido uma atuação mais forte do conselho de engenharia no desenvolvimento econômico e social do país.

Segundo ela, o Brasil vive um momento decisivo, especialmente diante dos desafios ligados à transição energética, à reindustrialização e à necessidade de reduzir desigualdades regionais. Para Rute, nenhum país consegue crescer de forma sustentável sem investir em infraestrutura, qualificação técnica e inovação.

“Os países que avançaram economicamente entenderam que a engenharia é planejamento, produtividade, integração regional, desenvolvimento industrial e qualidade de vida para a população”, afirma.

Bahia carrega histórico de transformação pela engenharia

A candidata destaca que a Bahia possui um histórico marcado por grandes transformações conduzidas pela engenharia. Entre os exemplos citados está o Polo Industrial de Camaçari, um dos maiores complexos industriais da América Latina e responsável por mudar profundamente a economia baiana ao longo das últimas décadas.

O polo impulsionou a expansão da malha rodoviária, atraiu investimentos privados, fortaleceu cadeias produtivas e ajudou a consolidar a Região Metropolitana de Salvador como um dos principais centros industriais do Nordeste.

“Foi a engenharia que fincou as estacas das grandes indústrias na Bahia. Foi ela que abriu caminhos, ampliou rodovias, construiu infraestrutura logística e permitiu que o estado se transformasse em uma potência industrial”, destaca Rute Carvalhal.

Ela lembra ainda que o avanço industrial gerou impactos diretos na geração de emprego, arrecadação tributária e desenvolvimento tecnológico da Bahia.

Outro ponto defendido pela engenheira é o papel estratégico da Bahia na nova economia verde. O estado lidera a geração de energia eólica no Brasil e vem atraindo investimentos ligados à energia solar, hidrogênio verde e combustíveis sustentáveis.

Para Rute, a transição energética mundial abre uma oportunidade histórica para o Brasil voltar a crescer com base em inovação e sustentabilidade.

“A Bahia reúne condições privilegiadas para liderar esse novo ciclo econômico. Temos potencial energético, capacidade industrial, localização estratégica e profissionais altamente qualificados. Mas isso exige planejamento técnico e visão de futuro”, afirma.

Ela ressalta que a expansão das energias renováveis depende diretamente da atuação de engenheiros civis, elétricos, ambientais, mecânicos, de segurança do trabalho e técnicos da geociências.

Rute Carvalhal também chama atenção para a necessidade da engenharia social como instrumento para alinhar crescimento econômico com redução das desigualdades sociais. Segundo ela, engenharia e planejamento urbano precisam caminhar juntos para evitar problemas históricos de infraestrutura nas cidades brasileiras.

“Não basta crescer economicamente sem pensar em mobilidade, saneamento, drenagem, contenção de encostas, habitação e infraestrutura urbana. A engenharia precisa estar no centro das políticas públicas”, pontua.

A candidata afirma que muitos municípios brasileiros cresceram sem planejamento adequado, o que gerou problemas de mobilidade, ocupações irregulares e deficiência em serviços essenciais.

CREA-BA mais próximo do desenvolvimento

Na disputa pela presidência do Crea-BA, Rute defende um conselho mais moderno, participativo e conectado aos grandes desafios econômicos e tecnológicos da atualidade.

Ela afirma que o sistema precisa deixar de atuar como órgão fiscalizador e assumir papel mais ativo no debate sobre desenvolvimento sustentável, infraestrutura e inovação.

“O Crea precisa estar presente nas grandes discussões do estado. Engenharia não pode ficar distante das decisões estratégicas que impactam a economia, as cidades e a vida das pessoas”, diz.

As eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua acontecem no dia 3 de julho e serão realizadas de forma totalmente digital. Na Bahia, mais de 75 mil profissionais estão registrados no sistema, sendo cerca de 50 mil aptos a votar.

Para Rute Carvalhal, fortalecer a engenharia brasileira significa fortalecer o próprio futuro do país.

“Quando a engenharia avança, o Brasil cresce junto. Foi assim no passado e deve voltar a ser agora”, conclui.

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