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Muito Além da Engenharia: junho Chegou com Canjica no Fogão

Receita de família: direto do caderno da dona Iracylda Carvalhal

O mês de junho chega com cheiro de milho, coco e canela. E mesmo que o dia a dia gire em torno de cálculos, projetos e prazos apertados, a verdade é que a gente também vive de afeto. De colheradas que aquecem o peito. De receitas que resgatam lembranças. Foi assim que começamos a semana: fazendo canjica com milho verde fresquinho, daquele tirado da espiga na hora, como antigamente. O clima junino bateu forte por aqui, e não dava mais para resistir.

Essa receita de canjica. É daquelas que vêm com história. Quem nos passou foi dona Iracylda Carvalhal, figura marcante na nossa memória afetiva, e quem preparou com todo carinho foi a engenheira Rute Carvalhal que, apesar de lidar com concreto e projetos, se transforma quando entra na cozinha. E quando ela faz essa canjica… ah, parece que a casa vira um arraiá!

A receita é simples. Leva milho verde fresco, leite de vaca integral, leite de coco, açúcar, coco ralado, leite condensado, manteiga, sal e canela em pó. Tudo misturado no ponto certo, com aquele cuidado de vó que a gente não esquece. O milho batido com leite vira um creme delicado, e o toque do leite de coco dá aquele perfume inconfundível de festa junina na roça. Não tem quem resista.

Ingredientes detalhados:

  • 800 g de milho verde retirado da espiga na hora — nada de enlatado!
  • 500 ml de leite integral bem fresquinho
  • 200 ml de leite de coco puro e encorpado
  • 1 xícara (chá) de açúcar — na medida, pra não roubar o sabor do milho
  • 50 g de coco ralado fresco — ou seco, se for o que tem
  • 1/2 xícara (chá) de leite condensado — só pra dar aquele brilho e doçura a mais
  • 1 colher (sopa) de manteiga — que ajuda a dar cremosidade
  • 1 pitada de sal — porque todo doce bom tem que ter um contraste
  • Canela em pó pra finalizar — e perfumar a alma

 O segredo está no preparo

Depois de bater o milho com o leite, é hora de coar. E aqui não tem preguiça: passa na peneira fina ou em pano limpo, até tirar todo o sumo e deixar o bagaço de lado. O líquido vai para a panela, junto com o leite de coco, açúcar, coco ralado, leite condensado, manteiga e sal. Fogo médio, mexendo sempre, com aquela colher de pau que já viu muitos quitutes nascerem.

E é aqui que a mágica acontece. Aos poucos, o creme engrossa, ganha corpo, cheiro, textura. Vai grudando na colher, pedindo para ser provado. E quando começa a soltar do fundo da panela, é sinal de que está pronto. Mas tem que mexer com carinho, como quem conta uma história com cada volta da colher.

Depois de pronta, a canjica pode ir pra travessa grande, bem no centro da mesa, ou em potinhos individuais, depende do clima. Aqui a gente gosta dela ainda morna, quase queimando a língua de ansiedade. Mas no outro dia, gelada, ela também tem seu charme. O toque final? Canela em pó. Não só pelo cheiro, mas porque canela é abraço. É calor de mãe. É festa no prato.

Ah, e se quiser incrementar, vale colocar uns cravinhos ou pau de canela durante o cozimento. Eles dão um perfume ainda mais especial, daqueles que invadem o corredor da casa e anunciam: tem comida boa no fogão.

Essa canjica é a prova de que, mesmo em meio a relatórios, planilhas e metas, a vida também acontece entre uma colher de pau e uma panela borbulhando no fogão. Que o São João não mora só nas ruas enfeitadas, ele está na cozinha da nossa casa, no cheiro doce que escapa pela janela, no riso que vem quando alguém diz: “tá igualzinha à da vó”.

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