Envelhecimento acelerado em Camaçari muda perfil da população e pressiona gestão pública
Camaçari, com cerca de 300 mil habitantes segundo o IBGE, aproximadamente 32% da população já passou dos 60 anos. É olhar ao redor e perceber que quase 1 em cada 3 pessoas já precisa de mais cuidado, mais atenção, mais presença do poder público.
Quanto mais a população envelhece, mais o sistema de saúde é exigido. Crescem casos de hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, aumentam consultas, exames e o uso contínuo de medicamentos. É gente que precisa de acompanhamento frequente, tratamento longo e, muitas vezes, cuidado diário.
Mesmo com um orçamento que gira na casa dos R$ 2 bilhões por ano, a conta começa a apertar. O envelhecimento eleva o custo por morador, principalmente na saúde, onde o gasto com idosos é naturalmente maior.
A cidade precisa correr contra o tempo: ampliar a atenção básica, investir em atendimento especializado, criar políticas de envelhecimento ativo e garantir estrutura para cuidados domiciliares. Além disso, acessibilidade urbana deixa de ser detalhe e vira necessidade básica: calçadas, transporte, tudo precisa funcionar para quem já não tem a mesma mobilidade.
Envelhecer é vitória, claro que é. Traz responsabilidade. Camaçari não enfrenta só o desafio de crescer, enfrenta o desafio de cuidar de quem ajudou a construir cada rua, cada indústria, cada bairro, cada história.
























