Por redação- Bahia fatos News
Sistema Sisbajud sofreu acesso indevido e expôs dados bancários de milhões de brasileiros; canal de consulta será criado para verificar se sua chave foi afetada.
25 de julho de 2025 — Um vazamento de dados atingiu mais de 11 milhões de brasileiros, com a exposição de cerca de 46,8 milhões de chaves Pix. A informação foi divulgada em comunicado conjunto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Banco Central do Brasil (BC), na noite da última quarta-feira (23). O incidente ocorreu no sistema Sisbajud, utilizado para rastreamento e bloqueio de ativos financeiros por decisão judicial.
Embora o episódio não tenha comprometido senhas, saldos ou extratos bancários, os dados vazados incluem informações sensíveis como nome completo, CPF, número da conta, agência, instituição financeira, tipo de chave Pix e status cadastral — o suficiente para alimentar golpes de engenharia social e fraudes.
O vazamento aconteceu entre os dias 20 e 21 de julho, após um acesso indevido ao sistema gerenciado pelo CNJ. A vulnerabilidade foi rapidamente identificada e corrigida, segundo os órgãos envolvidos, que afirmaram ter tomado medidas imediatas para conter os danos. Ainda assim, o número de pessoas potencialmente afetadas impressiona: 11.003.398 cidadãos e 46.893.242 chaves Pix expostas.
Esse é o maior vazamento já registrado no sistema financeiro nacional desde a criação do Pix, em 2020, superando de longe o incidente anterior de 2021, que envolveu 414 mil chaves.
De acordo com o comunicado oficial, foram expostos:
- Nome completo do titular da chave Pix;
- CPF;
- Tipo de chave (e-mail, CPF, telefone ou chave aleatória);
- Número da conta e agência;
- Instituição financeira;
- Status e datas de criação ou exclusão da chave Pix.
Não foram acessados dados como senha, saldo, movimentação bancária ou informações de cartão.
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a Polícia Federal foram notificadas e já estão atuando na apuração do caso, conforme exige a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, o CNJ anunciou que lançará nos próximos dias um canal de consulta online oficial, através do seu site institucional (www.cnj.jus.br), para que qualquer cidadão possa verificar se teve seus dados expostos.
“É fundamental que a população não clique em links suspeitos. A única forma segura de verificar se sua chave foi afetada será pelo site do CNJ”, informou o órgão em nota.
Segundo o levantamento da nossa redação com base nas informações oficiais, o processo será assim:
- Acesso ao site oficial do CNJ;
- Inserção do CPF e da chave Pix (ex: celular ou e-mail);
- Resultado automático informando se os dados foram vazados.
O CNJ não enviará mensagens via e-mail, SMS ou WhatsApp, o que serve como alerta para possíveis golpes usando o incidente como isca.
Embora o vazamento não permita movimentações em contas, os dados são suficientes para facilitar fraudes. Por isso, é fundamental adotar cuidados redobrados:
- Desconfie de mensagens com links, mesmo que pareçam de bancos ou órgãos públicos;
- Nunca forneça senhas ou códigos de verificação fora dos canais oficiais;
- Ative alertas de transações no aplicativo do banco;
- Em caso de transferência suspeita, acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central.























