O governo da Bahia deu início a um projeto inédito voltado à análise de homicídios na Região Metropolitana de Salvador. Intitulada “Redes Criminais e Homicídios em Camaçari: Mapeamento e Análise à Repressão Qualificada”, a iniciativa é resultado da parceria entre a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e a organização da sociedade civil Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas.
O estudo, que tem Camaçari como cidade-piloto, busca compreender a dinâmica da violência letal no município, mapear as redes criminosas atuantes e avaliar a efetividade das ações de repressão. Com investimento de R$ 200 mil, oriundos de emenda parlamentar, o projeto conta também com o apoio do Ministério Público da Bahia, do Instituto Fogo Cruzado e da Universidade Federal Fluminense (UFF), através do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI-UFF).
Segundo o secretário de Justiça, Felipe Freitas, o objetivo é produzir conhecimento para aprimorar o trabalho das forças de segurança. “Queremos entender como os homicídios têm ocorrido em Camaçari para colaborar com a elucidação dos casos e com o planejamento mais inteligente do policiamento”, afirmou.
A escolha de Camaçari se deve ao alto índice de violência: a cidade ocupa o quarto lugar entre as mais violentas do país, com 239 mortes violentas registradas em 2024, segundo o Anuário de Segurança Pública. A iniciativa também dialoga com o programa estadual Bahia pela Paz, que atua na prevenção da violência e no apoio a jovens em situação de vulnerabilidade.
Os trabalhos começam de forma imediata, com previsão de resultados preliminares em seis meses. A expectativa é que o estudo contribua para novas metodologias de investigação e políticas públicas mais eficazes no combate aos homicídios.























