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Mestranda da UFMG lança jogo da memória com símbolos Adinkra para celebrar a Consciência Negra

A mestranda em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sara Negritri, lança no dia 10 de novembro, às 18h, no Jardim Mandala da FAE, o jogo “Adinkra-Tri: Jogo da Memória dos Ancestrais”, uma proposta inovadora que une ludicidade, ancestralidade e educação.

O jogo é composto por 52 cartas ilustradas com símbolos Adinkra, um antigo sistema gráfico do povo Akan, de Gana, que representa ensinamentos morais, espirituais e sociais. Cada carta traz um QR Code que direciona a um site onde os participantes podem ouvir a pronúncia original dos nomes dos símbolos na voz de um ganense, reforçando a conexão com suas raízes africanas.

Mais que um simples passatempo, o “Adinkra-Tri” propõe um exercício de memória, sabedoria e cooperação, em que vence não quem acumula pontos, mas quem demonstra generosidade e espírito comunitário. A criação visa fortalecer a aplicação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatória a inclusão da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

Segundo Sara, o jogo “é um instrumento de reeducação cultural e ancestral, que resgata memórias apagadas e celebra a sabedoria africana”. Ele promove benefícios cognitivos, emocionais e sociais, incentivando o pensamento simbólico, o respeito e o orgulho das origens afrodescendentes.

Durante o evento, também será relançado o livro “Samba e Pandemia: 2021 – O Ano em que o Samba Parou”, de autoria de Sara Negritri e Tadeu Kaçula, que homenageia os mestres e mestras da cultura popular afro-brasileira.

O jogo é indicado para crianças, jovens e adultos, podendo ser aplicado em escolas, comunidades e famílias. Mais do que um desafio de memória, o “Adinkra-Tri” é um convite ao reencontro com a ancestralidade, reafirmando valores de solidariedade, equilíbrio e sabedoria coletiva.

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