Em clima de férias na Bahia, o cantor e compositor Caetano Veloso aproveitou a cidade do jeito que muita gente gosta: sem pressa, com mesa na calçada, comida de raiz e aquele burburinho bom que só a capital sabe oferecer.
Depois de visitar Santo Amaro, no Recôncavo sua cidade natal. Caetano seguiu para o Espaço Cultural Bar e Restaurante San Vicente, no Largo 2 de Julho, endereço conhecido por dois apelidos que dizem muito sobre o lugar: Bar da Marli e, para os íntimos, São Vivente.
Em tempos em que Salvador se reinventa a cada esquina, o San Vicente, assim como o Bar Mimosa carregam um valor raro: o de ser ponto de continuidade. um Funcionando desde 1985 e o outro desde a década de 1970, os bares se consolidam como referência da boemia tranquila e da culinária que conversa direto com a memória do baiano e de quem visita e quer experimentar Salvador de verdade.
No cardápio, pratos típicos que já viraram assinatura do espaço, como mocofato, moela e acarajé, tripa frita e ovo colorido e feijão, além das bebidas que acompanham a noite sem cerimônia. A proposta é simples e poderosa: comida boa, preço honesto, conversa solta e um ambiente que abraça.
Quem passa pelo Largo 2 de Julho sabe: há um charme próprio em sentar do lado de fora, ver gente chegando e saindo, ouvir música ao vivo e sentir a cidade acontecer. Foi nesse cenário que Caetano e amigos degustaram comidas e bebidas locais, apreciando a atmosfera acolhedora do espaço.
A cena, por si só, tem força simbólica: um dos maiores nomes da música brasileira, em férias na própria terra, escolhendo um lugar popular, afetivo e tradicional desses que sobrevivem não só por vender comida, mas por guardar histórias.























