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Camaçari: Seminário Ideia Preta ressalta potência do afroempreendedorismo

O empreendedorismo negro foi pauta do Seminário Ideia Preta, iniciativa da Prefeitura de Camaçari que aconteceu nesta quarta-feira (26), na Casa do Trabalho. A parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) viabilizou a realização da atividade, que integra o projeto Acelera Camaçari – Hub de Negócios, dentro da programação oficial da Semana Global do Empreendedorismo 2025, em paralelo ao Novembro Negro, mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil.

Destinado a micro e pequenos empresários, Adriana Marcele, gestora da Sedec, explicou que o evento teve como propósito criar um ambiente colaborativo e de aprendizagem coletiva. “O afroempreendedorismo é muito significativo na realidade de nossa cidade. A Sedec vem valorizar esse empreendedor que, muitas vezes, passa por sérias dificuldades e que precisa do apoio do poder público para alavancar seus negócios”, contextualizou a secretária.

Segundo Taiane Almeida, gestora do Sebrae Plural – Região Metropolitana de Salvador, em pesquisa do órgão realizada em 2023, 79% dos empresários baianos são negros, ou seja, pretos ou pardos. Além disso, o levantamento indicou que o faturamento de pessoas brancas que empreendem chega a ser até 35% maior do que o faturamento de pessoas negras.

“A partir da análise dos dados dessa pesquisa, ficou claro que os desafios para empreender sendo pessoa preta, aqui na Bahia, são maiores do que os desafios para empreender sendo pessoa branca. Então nada mais justo do que a gente pensar em ações direcionadas para esse público, para conseguir desenvolver esses negócios que são liderados por pessoas negras”, reconheceu a executiva, destacando a importância da parceria com a Sedec no desenvolvimento desse público que constitui maioria no estado e em Camaçari.

O Seminário Ideia Preta reuniu grandes nomes baianos com destacado reconhecimento no empreendedorismo afro-brasileiro. A designer, empreendedora e autodefinida “criativista” (ativista da criatividade) Mel Campos declarou que o objetivo de sua participação era fazer com que a tecnologia fosse percebida como facilitadora de processos, como algo comum dentro da dinâmica da vida.

“Hoje é mais um bate-papo, para que a gente consiga entender o papel da tecnologia no nosso dia a dia, e que ela não é uma coisa abstrata ou inacessível. Ela está ali como facilitadora das nossas jornadas. É como a gente usa isso – olhando para a nossa tecnologia, inclusive a ancestral, de onde a gente estabeleceu nossos conhecimentos e como a gente usa essa tecnologia hoje, as tecnologias atuais, a favor dessa construção.

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