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Construção civil abre 20,8 mil vagas em agosto e fica em segundo lugar na geração de empregos

Novo Caged registra saldo positivo no setor em todo o país. Para a engenheira civil e de segurança do trabalho Rute Carvalhal, o avanço precisa vir acompanhado de qualificação e prevenção de acidentes.

A construção civil criou 20.848 empregos formais em agosto, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O setor teve o segundo maior saldo entre os cinco grandes grupos de atividade econômica, atrás apenas de serviços, que abriu 110.346 vagas.

Na sequência aparecem indústria, com 16.613 postos; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452. No acumulado de janeiro a agosto, a construção soma 200.431 novas vagas, crescimento de 6,79%, de acordo com o Ministério.

O resultado nacional foi positivo: o país registrou saldo de 165.827 empregos com carteira assinada em agosto, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Ainda assim, o acumulado do ano — 1.134.033 postos — ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Ministério do Trabalho e Emprego

Para a engenheira civil e de segurança do trabalho Rute Carvalhal, o crescimento das contratações é uma oportunidade para ampliar a renda e fortalecer a atividade econômica, mas deve caminhar junto com ambientes de trabalho seguros. “A geração de vagas é importante, mas precisa vir acompanhada de planejamento, qualificação e cumprimento das normas de segurança. Na construção, prevenir acidentes protege a vida dos trabalhadores e também contribui para a continuidade e a qualidade das obras”, afirma.

Carvalhal ressalta que a segurança deve fazer parte de todas as etapas dos empreendimentos, desde o planejamento do canteiro até a execução dos serviços. Capacitação, fornecimento e uso adequado de equipamentos de proteção, análise de riscos e orientação das equipes ajudam a reduzir acidentes e afastamentos.

A engenheira destaca que a expansão do setor deve beneficiar municípios como Camaçari, desde que os investimentos em obras e infraestrutura sejam acompanhados pela formação profissional e pela valorização dos trabalhadores.

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