Energia elétrica foi a maior responsável pela alta do IPCA em junho, enquanto alimentos ficaram mais baratos e aumentaram o otimismo do mercado com um possível corte dos juros.
A inflação brasileira deu sinais de alívio em junho, apesar da pressão exercida pelo aumento da conta de luz. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o grupo Habitação registrou a maior alta do mês, de 0,63%, puxado principalmente pelo reajuste de 1,53% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto individual sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em contrapartida, a queda de 0,24% nos preços dos alimentos e bebidas ajudou a conter o avanço da inflação e trouxe um pouco de alívio ao orçamento das famílias brasileiras.
Outro dado que chamou a atenção foi a melhora da qualidade da inflação. A quantidade de produtos e serviços com aumento de preços caiu de 65% em maio para 54% em junho, indicando uma desaceleração mais disseminada da inflação. Os núcleos inflacionários, que excluem itens mais voláteis, também registraram a menor variação desde setembro de 2025.
Segundo economistas, o resultado fortalece a possibilidade de o Banco Central iniciar uma redução gradual da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom, caso os próximos indicadores confirmem a desaceleração da inflação e da atividade econômica.
Apesar do cenário mais favorável, fatores como novos reajustes da energia elétrica, oscilações no preço do petróleo e as incertezas fiscais continuam no radar e exigem cautela da autoridade monetária.























