Uma proposta em tramitação no Senado Federal tira um peso do bolso de quem tem carro ou moto: a cobrança de taxa, tarifa ou “preço público” para a emissão do Certificado de Licenciamento Anual (CRLV). O texto é o PL 310/2026 e prevê que o documento seja expedido exclusivamente em formato digital, sem cobrança pela disponibilização eletrônica.
O alvo é o custo cobrado para “emitir/entregar” o CRLV quando ele já é digital. A ideia é deixar o certificado acessível nos ambientes dos Detrans, com opção de download e impressão pelo proprietário.
É importante saber que mesmo que a cobrança pela disponibilização do documento caia, continuam valendo as exigências para o veículo estar regular como quitação de débitos e pendências (IPVA, multas etc.), conforme regras estaduais e do sistema de trânsito.
Na Bahia, o caminho para regularizar e acessar o CRLV já passa por serviços digitais oficiais. O Governo do Estado mantém páginas específicas para:
- gerar/solicitar o documento de arrecadação (DAE) do licenciamento e outros débitos do veículo;
- obter o CRLV-e em PDF, com possibilidade de impressão pelo proprietário.
Ou seja: a digitalização já é rotina. É justamente esse “novo normal” que a proposta usa como argumento central para dizer que não faria sentido cobrar pela simples disponibilização online do documento.
A proposta tem apelo popular porque mira uma cobrança que muita gente percebe como “taxa de papel” em tempos de documento no celular. Ao mesmo tempo, Detrans e governos estaduais costumam alegar que as taxas ajudam a sustentar custos operacionais (sistemas, atendimento, fiscalização administrativa e infraestrutura).























