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Dia dos Pais: uma data que merece mais afeto, presença e reconhecimento

No calendário brasileiro, o Dia dos Pais costuma mobilizar menos o comércio e os restaurantes do que o Dia das Mães. Ainda assim, a data está longe de ser irrelevante: a Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta R$ 8,52 bilhões em vendas no varejo para o Dia dos Pais de 2026, alta real de 2,9% sobre 2025 e o melhor resultado em 12 anos. É, porém, apenas a quarta data mais importante do setor.

A diferença em relação ao Dia das Mães revela mais que uma questão de vitrines. A maternidade foi historicamente associada ao cuidado cotidiano e à demonstração pública de afeto, enquanto muitos pais ainda são vistos como figuras de autoridade ou sustento. Essa visão precisa mudar. Ser pai não se resume à contribuição genética nem ao papel de provedor: é estar presente, educar, proteger, ouvir, dividir responsabilidades e construir segurança emocional para os filhos.

O comércio pode vender menos presentes e os restaurantes podem receber menos reservas, mas a importância da paternidade não se mede por faturamento. Um almoço simples, uma conversa sem pressa, um abraço, uma cadeira de balanço no canto preferido da casa ou uma mensagem de reconhecimento tem valor maior que qualquer embalagem.

Para os adultos que apreciam vinho, é interessante premiar o seu pai com uma garrafa, que pode ir de um rótulo acessível a grandes nomes de Bordeaux, região francesa onde estão propriedades tradicionais como Château Lafite Rothschild e Château Mouton Rothschild. Mas é importante não confundir luxo com afeto: o Château Lafite Rothschild é um dos vinhos mais valorizados do mundo, mas não “o mais caro da história” de forma absoluta. Na verdade, um vinho simples de supermercado, safra-boa, garrafa e procedência deve laurear fazendo o mesmo efeito.

Neste Dia dos Pais, a homenagem mais necessária é coletiva: paz, emprego, renda e melhores condições de vida para as famílias. Muitos pais enfrentam jornadas difíceis e fazem dos filhos sua prioridade. Valorizar a paternidade é reconhecer esse esforço, defendendo uma sociedade em que cuidar e prover sejam responsabilidades compartilhadas, com dignidade para toda a família.

Por A. Almeida- jornalista

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