A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) recebeu na terça-feira (30) o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, documento que define quanto o Estado pretende arrecadar e gastar no próximo ano. O valor estimado é de R$ 77,4 bilhões, o que representa um aumento de 9,1% em relação ao orçamento de 2025.
De acordo com o governo, a área social continuará como prioridade, absorvendo 71,3% do orçamento (cerca de R$ 54 bilhões). Nesse montante estão previstos R$ 13,1 bilhões para a saúde, R$ 12,4 bilhões para a educação e R$ 7,6 bilhões para a segurança pública. Também haverá destinação de R$ 4 bilhões para infraestrutura, com foco em transporte, agricultura, gestão ambiental e ciência e tecnologia.
Além do orçamento estadual, a Bahia deverá contar com investimentos federais do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê aplicar R$ 65,6 bilhões no estado até 2026, em projetos estratégicos como a ponte Salvador–Itaparica, a expansão do metrô e a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A presidente da ALBA, deputada Ivana Bastos, destacou que a entrega é um ato de cortesia tradicional e que o projeto será encaminhado à Comissão de Finanças, Orçamento e Controle. “Temos uma grande responsabilidade com a Bahia. Após as discussões, levaremos o orçamento ao plenário”, afirmou.
Comparação com outros estados
Apesar do crescimento previsto, o orçamento da Bahia ainda é muito menor do que o de estados como São Paulo e Minas Gerais.
- São Paulo: para 2026, o governo paulista encaminhou um orçamento de R$ 382 bilhões, quase cinco vezes maior que o baiano. Do total, mais de R$ 30 bilhões serão destinados a grandes obras de infraestrutura, além de forte investimento nas áreas sociais.
- Minas Gerais: o estado estima receitas de R$ 141,3 bilhões e despesas de R$ 143,6 bilhões em 2026, projetando déficit de mais de R$ 2 bilhões. Em Minas, 86% das despesas já são consideradas obrigatórias, como pagamento de pessoal e serviço da dívida.
A comparação mostra a disparidade regional: enquanto São Paulo e Minas têm orçamentos muito maiores, também enfrentam desafios diferentes, como déficits elevados ou forte comprometimento com despesas obrigatórias.
























