Medidas determinadas por Alexandre de Moraes impõem isolamento político e diplomático ao ex-presidente, que teve dinheiro apreendido e celular recolhido
A sexta-feira, 18 de julho de 2025, marcou um dramático capítulo na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência e no escritório do Partido Liberal (PL), culminando na apreensão de cerca de US$ 14 mil, R$ 8 mil em espécie, um pen drive e o celular do ex-presidente. As ordens foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou a aplicação de uma tornozeleira eletrônica a Bolsonaro.
Além da vigilância eletrônica, Bolsonaro passa a cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 7h, e em tempo integral nos fins de semana. O ex-presidente também está proibido de acessar redes sociais, de falar com embaixadores e diplomatas estrangeiros e de se aproximar de embaixadas. Uma medida adicional que chamou atenção foi a proibição de contato com seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente está licenciado do cargo e reside nos Estados Unidos.
Com as novas medidas, o STF tenta interromper qualquer tipo de articulação internacional que possa comprometer a soberania institucional do país ou incitar movimentos de deslegitimação do Judiciário brasileiro.
A direção do PL ainda não se pronunciou oficialmente sobre a operação que atingiu diretamente a estrutura do partido. Internamente, líderes da legenda tentam entender os impactos políticos e eleitorais do episódio, sobretudo com as eleições municipais de 2024 ainda repercutindo.
Estado de Direito
Para setores da sociedade civil e instituições de controle, a operação representa um marco importante na defesa do Estado Democrático de Direito. Nenhum cidadão, por mais poderoso que seja, está acima da lei.
A operação desta sexta-feira demonstra que o Brasil vive um momento decisivo de sua história institucional. O que está em jogo não é o destino político de Jair Bolsonaro, mas a força e a credibilidade das instituições democráticas diante de ameaças internas e externas.
























