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Camaçari em 2025: quem entregou mais? o “placar” de desempenho qualitativo entre secretarias

Por trás de números frios existe um critério que costuma falar mais alto para a população: entrega visível. Em 2025, ao observar o que ficou registrado em documentos públicos e programas implementados, editais executados, prestação de contas e reconhecimentos externos, algumas secretarias da Prefeitura de Camaçari aparecem com mais força no quesito desempenho qualitativo, aquele que combina organização, impacto e capacidade de transformar ação em resultado.

A Secretaria de Educação (Seduc) é o principal destaque de 2025. O motivo é simples: a pasta reuniu, ao mesmo tempo, programas estruturantes, parcerias institucionais e reconhecimento externo, um “combo” raro na gestão pública municipal.

Entre as ações com maior peso está a implementação do Programa Escola das Adolescências, prevista para alcançar 27 unidades escolares, voltada à recomposição de aprendizagens e enfrentamento de desafios típicos dessa etapa, como evasão e desmotivação estudantil.

Além disso, Camaçari emplacou seleção em iniciativa nacional ligada à ciência e tecnologia: o Mais Ciência na Escola, com três escolas municipais escolhidas para receber Laboratórios Maker, em articulação que envolve instituições como Fiocruz, além do ecossistema federal de ciência e educação.

O ano também trouxe vitrine: Camaçari foi reconhecida no Prêmio Parceria pela Valorização da Educação (PVE), do Instituto Votorantim, com destaque na categoria Gestão Escolar, reforçando a percepção de que a pasta conseguiu ir além do “arroz com feijão” da rotina escolar e apresentar projetos com modelo de gestão e resultados.

Em 2025, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) aparece como uma das áreas com melhor desempenho qualitativo por uma razão direta: emprego e renda viraram agenda permanente, com ações contínuas e parceria técnica.

A pasta tocou iniciativas como o Empretec, em parceria com o Sebrae, com proposta de acompanhamento e fortalecimento do empreendedor após a formação ,  um ponto relevante quando a crítica comum é que muitos cursos “terminam e somem”.

Outra frente que marcou presença foi o “Sedec nos Bairros”, ampliando inscrições e trilhas de capacitação e estimulando cultura empreendedora em diferentes áreas da cidade.

Num período de crédito caro e pressão sobre a renda das famílias, políticas locais de estímulo ao empreendedorismo ganham peso, especialmente quando trazem parceiros técnicos e rotina de execução.

A Secretaria de Saúde (Sesau) apresentou resultados qualitativos sobretudo quando o assunto foi retomada de atendimento e reorganização da rede.

Registros públicos citam a retomada de atendimentos em equipamentos como o Multicentro de Monte Gordo e a Policlínica, além da reativação do STU (transporte ao usuário) com suporte logístico e atendimento por call center, o que costuma impactar diretamente o cidadão que depende de consulta e deslocamento.

Na opinião da engenheira Rute Carvalhal “Ainda que a Saúde seja uma pasta com desafios permanentes e cobrança diária, o que aparece no ano é um movimento de “tirar do papel” serviços que estavam travados e recolocar fluxo em pontos do sistema.” Afirmou.

A Secretaria de Cultura (Secult) se destacou por uma entrega que, em gestão pública, é sempre sensível: fomento com regra.

O edital PNAB II – Camaçari Multicultural trouxe previsão de selecionar 112 projetos, abrindo oportunidade para artistas, coletivos e produtores culturais.

O dado que reforça o peso da ação é o volume: o próprio processo registrou 393 inscritos e centenas de propostas aptas, demonstrando demanda reprimida e capacidade de mobilização do setor cultural.

O  “qualitativo” aqui não é  liberar recursos: é organizar o acesso, garantir que as regras sejam públicas e que o processo tenha rastreabilidade.

Em 2025, o calendário de eventos também funcionou como termômetro de eficiência. A estrutura do Camaforró,  que demanda logística, segurança, ordenamento e operação integrada, foi um dos pontos que mais renderam visibilidade.

A realização do evento teve números divulgados e registro de execução, incluindo dimensão de público e organização.
E a vitrine virou troféu: Camaçari recebeu prêmio de Melhor Organização no circuito junino baiano de 2025.

Quando um município consegue entregar um megaevento sem colapsar serviços e mantendo estrutura funcional, isso pesa como indicador de gestão: ainda que não substitua políticas permanentes em saúde, educação e assistência.

Nem todo bom resultado vira inauguração. A Secretaria da Fazenda (Sefaz) aparece no levantamento pelo que pode parecer “sem glamour”, mas é vital: prestação de contas e transparência fiscal.

Registros de audiência pública do 1º quadrimestre reforçam o cumprimento da rotina de controle social, obrigatória pela LRF, e ajudam a organizar o debate sobre limites de gasto, receitas e planejamento.

Outras secretarias aparecem com bom desempenho em áreas mais operacionais:

  • Sedur, em ações de ordenamento e combate à poluição sonora dentro da Operação Paz e Ordem.
  • STT, com ações de mobilidade e operações em períodos de alta demanda.
  • Defesa Civil, em resposta a eventos climáticos e ações registradas durante ocorrências.

O cenário de 2025 mostra que Camaçari teve um eixo bem definido de entregas: Educação como principal vitrine de política pública estruturante; Desenvolvimento Econômico ganhando musculatura com parcerias; Saúde tentando reorganizar fluxos e retomar serviços; e Cultura fortalecida pelo fomento com edital. Na outra ponta: o que dá mais resultado é o que tem rotina, programa, execução e transparência.

E para 2026, a cobrança natural tende a ser direta: manter o que funcionou, corrigir gargalos e ampliar o impacto onde a comunidade sente primeiro: escola, posto de saúde, emprego, transporte e ordem urbana.

Por A. Almeida

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