Foram nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, cumpridos em Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, além do imóvel funcional do deputado em Brasília. O tipo de ação pesa no clima político e deixa no ar aquela tensão de “e agora?”, porque mexe com reputação e com a confiança de quem acompanha o caso.
Na nota, Mendonça Júnior reclamou da “morosidade” das diligências e disse que nunca negociou a execução de emendas parlamentares. Ele argumenta que investigações assim “queimam” a imagem, principalmente em ano eleitoral, e por isso defende uma apuração célere e responsável, sem arrastar o assunto por meses.
O deputado afirmou ter recebido a nova diligência “com surpresa” e lembrou que, em junho de 2025, já houve operação com a mesma finalidade. Segundo ele, depois de mais de seis meses sem aparecer “qualquer elemento” contra seu nome, a repetição do movimento causa estranhamento, ainda mais se não houver fatos novos.
Natural de Itabuna, com 62 anos, formado em Administração pela UFBA, ele está no quarto mandato consecutivo e é filho do ex-deputado Félix Mendonça, morto em 2020. Desde abril do ano passado, atua como secretário de Relações Internacionais da Câmara, ligado à diplomacia parlamentar e ao apoio a missões oficiais.
Na mesma nota, ele diz que seu papel “sempre se limitou” a apresentar emendas para garantir recursos a municípios baianos. Também afirma que não indicou empresas, não ordena despesas e que vem colaborando com as investigações, por meio dos advogados José Eduardo Rangel de Alckmin e Sebastian Borges de Albuquerque Mello, dizendo seguir à disposição da Justiça.
























