Nessa sexta-feira (22), moradores do bairro Novo Horizonte, em Camaçari, foram surpreendidos pela notícia de que um homem foi preso em flagrante dentro de uma creche localizada na Rua Principal. O indivíduo foi flagrado tentando levar materiais de construção da unidade e acabou conduzido pela guarnição do 12º Batalhão da Polícia Militar para a 18ª Delegacia Territorial, onde o caso foi registrado.
Segundo a Coordenação de Segurança do Município, que acionou a PM, os materiais subtraídos foram recuperados, sem maiores prejuízos para a unidade. Apesar do susto, não havia crianças ou funcionários no momento da ocorrência, o que evitou riscos maiores.
O episódio evidencia um problema recorrente em instituições sociais: a vulnerabilidade patrimonial em horários de menor movimento. Assim como em outras cidades, furtos de fiação, equipamentos e até de merenda escolar são desafios que se repetem, principalmente em unidades que passam por reformas ou possuem materiais estocados.
Em Camaçari, o caso reacende o debate sobre a necessidade de reforço estrutural e tecnológico para proteger espaços dedicados à educação.
Atualmente, a cidade conta com o programa Ronda Escolar e Polícia Militar, que atua preventivamente nas escolas e creches, além da vigilância privada.. Desde fevereiro, o município também implantou o Plano Municipal de Segurança Pública, discutido no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), que estabelece diretrizes para integração entre forças policiais, vigilância patrimonial e monitoramento comunitário.
No entanto, até agora não foram anunciadas medidas específicas voltadas às creches após o caso do Novo Horizonte. Especialistas sugerem reforço das rondas em horários estratégicos, melhoria na iluminação e implantação de sistemas de monitoramento por câmeras, sobretudo em unidades em obra.
Além disso, há a sugestão de envolver a comunidade local em redes de vigilância solidária, uma forma de fortalecer a proteção das unidades sociais e aumentar a sensação de segurança no bairro.
O furto na creche do Novo Horizonte, em Camaçari, não deixou vítimas, mas expôs uma fragilidade da segurança patrimonial de espaços voltados à educação. Com o episódio, crescem as cobranças por medidas mais eficazes de vigilância e integração entre poder público, polícia e comunidade, para garantir que creches e escolas sejam, de fato, espaços de proteção e confiança.
























