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Missão de Caetano à China: quais investimentos e soluções podem chegar a Camaçari?

Agenda prevê visitas a Shenzhen, Hong Kong e Pequim, encontro na sede da BYD e fórum para apresentar o potencial de Camaçari

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, estará na China entre 4 e 11 de novembro, com passagens por Shenzhen, Hong Kong e Pequim. A agenda inclui uma visita à sede da BYD e um Fórum de Promoção de Investimentos de Camaçari, voltado à apresentação do potencial industrial e logístico do município a investidores.

A programação prevê o conhecimento de experiências chinesas em desenvolvimento industrial e serviços públicos. A presença da BYD no Polo Industrial de Camaçari deve servir de ponto de partida para conversas com empresas fornecedoras de componentes, equipamentos, tecnologia, logística e serviços ligados aos setores automotivo e de energia limpa.

A realização do fórum, porém, não garante a instalação de empresas. Para avaliar os resultados da missão, será necessário identificar quais investidores vão participar, se há compromissos formalizados, quais investimentos serão anunciados e em que prazo poderiam ser realizados. Será importante saber quantos empregos podem ser criados e quanto das contratações e compras deverá envolver trabalhadores e fornecedores locais.

A preparação da mão de obra é outro tema a acompanhar. Uma eventual expansão industrial vai aumentar a procura por técnicos e profissionais especializados. Parcerias com instituições de ensino e formação profissional deveria ajudar a preparar moradores de Camaçari para essas oportunidades.

Experiências urbanas para Camaçari

Em Shenzhen, a operação de uma rede de ônibus totalmente elétricos deve oferecer referências para estudos sobre eletrificação de linhas em Camaçari. A análise teria de considerar a instalação de pontos de recarga, os custos operacionais e a renovação gradual da frota. O município já realizou testes locais com ônibus elétricos para observar consumo, manutenção e desempenho em diferentes itinerários.

A gestão do trânsito é outro campo possível de intercâmbio. Shenzhen utiliza dados e tecnologias digitais no planejamento do transporte. Em Camaçari, projetos-piloto poderiam ser avaliados em corredores de maior movimento, com semáforos coordenados e informações em tempo real para passageiros. A adoção dessas ferramentas exigiria metas, estimativa de custos, regras para proteção de dados e avaliação dos resultados.

Soluções de drenagem e áreas verdes podem entrar na pauta. O conceito de “cidade-esponja” combina pavimentos permeáveis, jardins de chuva e áreas verdes para absorver ou reter parte da água pluvial. Em Camaçari, essas medidas deveriam ser estudadas em locais sujeitos a alagamentos, integradas às obras de drenagem e à manutenção urbana. A aplicação dependeria de diagnóstico das condições locais.

No saneamento, dados do SINISA 2024 indicam que 47,1% da população de Camaçari tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário e que 31,9% do esgoto gerado é tratado. A missão poderá abrir espaço para discutir cooperação técnica ou tecnologias para o setor. A pauta deve considerar também o acordo entre Embasa e Cetrel para ampliar a coleta de esgoto em Camaçari e Dias d’Ávila, com investimentos anunciados acima de R$ 500 milhões.

O resultado da viagem dependerá dos encaminhamentos que forem apresentados após a missão: empresas envolvidas, acordos, valores, prazos e medidas para que moradores e fornecedores locais participem dos possíveis projetos.

imagem IA

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