A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária vermelha patamar 2 continuará em vigor durante o mês de setembro de 2025. Isso significa que os consumidores brasileiros terão um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos em suas contas de luz, valor que representa o patamar mais caro do sistema de bandeiras tarifárias.
A decisão da Aneel reflete o cenário desafiador no setor elétrico. Com reservatórios das hidrelétricas em níveis abaixo da média, o governo precisou acionar com mais intensidade as usinas termelétricas, que possuem custo de geração muito mais elevado.
A manutenção da bandeira vermelha patamar 2 é um alerta para que consumidores e empresas adotem medidas de uso consciente da energia, reduzindo desperdícios e evitando picos de consumo.
Nos meses anteriores, os brasileiros já vinham sentindo no bolso os efeitos das bandeiras tarifárias.
- Em junho e julho de 2025, vigorou a bandeira vermelha patamar 1, com acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh.
- Em agosto e setembro, a cobrança dobrou de intensidade, com a aplicação da vermelha patamar 2, elevando o valor extra para R$ 7,87.
Para efeito de comparação, em 2021, durante uma grave crise hídrica, o mesmo patamar chegou a custar R$ 9,49 por 100 kWh, o maior valor já registrado desde a criação do sistema.
O aumento pressiona ainda mais o orçamento das famílias brasileiras, sobretudo em um período em que o consumo tende a crescer com o calor intenso em várias regiões do país. Ar-condicionado, ventiladores e geladeiras funcionando em ritmo acelerado devem elevar a demanda por energia.
Com isso, a recomendação da Aneel é clara: economizar energia virou questão de sobrevivência financeira. Pequenas ações como apagar luzes em ambientes desocupados, usar iluminação natural, desligar aparelhos em stand-by e reduzir o tempo de banho elétrico podem fazer diferença significativa no fim do mês.























