Por Bahia Fatos News
10 de junho de 2025
Para milhões de brasileiros que não renunciam ao tradicional cafezinho de todo dia, a pergunta que não quer calar é: quando o preço do café vai voltar ao normal? O susto vem do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): nos últimos 12 meses, o café moído acumulou uma alta de impressionantes 82,24%, tornando-se um dos produtos alimentícios com maior encarecimento no país.
Mas afinal, por que o preço subiu tanto? E, mais importante: há esperança de que ele comece a cair?
O Brasil é o maior produtor mundial de café, mas o que ocorre nas lavouras daqui condicionam preços nas gôndolas de todo o mundo. Em 2024, uma sequência de eventos climáticos adversos, sobretudo secas prolongadas e temperaturas acima da média, afetou a produção do café arábica, o tipo mais consumido no país.
A colheita foi menor que o esperado, os estoques internacionais chegaram ao menor nível em 25 anos, e os contratos futuros dispararam. Resultado: do produtor ao supermercado, toda a cadeia foi impactada.
O café mais caro do mundo (e da padaria)
Além da quebra de safra, os custos com transporte, energia e insumos agrícolas também subiram. Tudo isso se refletiu no bolso do consumidor final, que viu o preço da tradicional embalagem de café moído saltar para patamares históricos. Uma média de R$ 15 a R$ 27 por 500g já não é exceção.
Segundo o IBGE, o café foi um dos grandes vilões da inflação alimentar em 2025, superando a alta de alimentos como arroz, óleo e leite.
Economistas do setor já enxergam um possível alívio nos preços. A colheita de 2025 começou em ritmo acelerado, especialmente na produção de café robusta, que promete safra recorde. O avanço dessa nova safra e a melhora climática devem ajudar a reequilibrar a oferta mundial.
Os preços internacionais do café já começaram a recuar, com quedas de até 30% nos contratos futuros. O Banco Mundial projeta que, com a normalização da produção no Brasil e no Vietnã, os preços da commodity devem cair cerca de 9% ainda este ano e mais 3% em 2026.
Mesmo com o recuo no mercado internacional, a expectativa é de que o consumidor brasileiro só perceba uma redução no valor do café entre o final de 2025 e o início de 2026. Isso porque os estoques antigos com preços mais altos ainda estão sendo vendidos, e o custo final também depende da indústria de torrefação e do varejo.
Enquanto o preço não cai, vale a pena ficar atento às promoções, optar por marcas regionais ou comprar em maior quantidade para economizar. E para quem gosta de moer os grãos em casa, o café em grão costuma ter menor variação de preço do que o moído.
























