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Violência lidera preocupações do Brasil e Camaçari reage com o “Mulheres Vivas”

A segurança pública voltou a ocupar o centro do debate nacional, é o medo cotidiano que muda rotinas, decisões e até o humor político do país. A pesquisa Genial/Quaest divulgada em novembro de 2025 mostrou a violência como maior preocupação para 38% dos brasileiros, à frente da economia (15%).

Em janeiro de 2026, uma nova rodada apontou que a violência segue como a principal preocupação, com índice menor (31%). Ou seja: caiu, mas não saiu do topo.

É o tipo de pauta que não espera “entrega” de longo prazo: a cobrança é imediata, porque o impacto é diário.

No trecho que circula no debate público, há uma crítica recorrente: a ideia de que o governo federal demorou a transformar segurança pública em prioridade “de verdade”, com plano, coordenação e comunicação clara, em parte porque, no campo progressista, existe receio de associar segurança a medidas que virem apenas repressão e atinjam, sobretudo, os mais pobres.

Nas últimas semanas, o governo voltou a discutir a hipótese de criar um ministério exclusivo para a segurança pública, separado do desenho atual. A ideia divide aliados e passa por entraves políticos e de timing, inclusive no Congresso.

Criar uma pasta pode sinalizar prioridade, mas o debate central segue sendo outro: qual é a estratégia, com quais metas, quais instrumentos de coordenação com estados, e como medir resultado de forma transparente.

 “Mulheres Vivas” e a reação local contra a violência

Enquanto Brasília tenta reorganizar o discurso e a estrutura, municípios vivem a urgência no território, especialmente quando a violência tem rosto e gênero. Em Camaçari, o lançamento do movimento “Mulheres Vivas” colocou na rua uma bandeira direta: enfrentamento ao feminicídio, fortalecimento da rede de proteção e mobilização social.

Segundo registros da divulgação do ato, o lançamento reuniu mais de 500 mulheres e propõe uma agenda itinerante para ampliar a articulação com movimentos sociais e cobrar políticas públicas de proteção.

O que o “Mulheres Vivas” expõe, na prática, é que segurança pública vai além  de roubo, facção e patrulhamento: ela  passa por proteção de mulheres, acesso rápido a atendimento, acolhimento e resposta do Estado antes que a violência escale.

É a ponte que muitas vezes falta no debate nacional: segurança com prevenção, rede ativa e prioridade real, sem transformar o tema numa guerra de slogans.

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