Engenheira baiana relata como a antiga cidade mesoamericana chamou sua atenção pela escala das construções e pelas soluções de engenharia
A participação da engenheira Rute Carvalhal no Congresso de Engenharia das Américas e Caribe, na Cidade do México, foi acompanhada por uma visita ao sítio arqueológico de Teotihuacán. A cerca de 50 quilômetros da capital mexicana, o local marcou a profissional pela dimensão das pirâmides e pelos vestígios da organização urbana de uma das principais cidades da antiga Mesoamérica.
Em relato sobre a experiência, Carvalhal descreveu a caminhada pela Calçada dos Mortos e a vista das pirâmides como alguns dos momentos mais emocionantes da viagem. Para ela, conhecer o sítio foi uma oportunidade de observar como povos antigos planejaram e construíram uma cidade de grande porte com técnicas pouco conhecidas na atualidade.
Teotihuacán floresceu entre os séculos I e VII. No auge, teria abrigado mais de 100 mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH). O nome pelo qual a cidade é conhecida foi atribuído séculos depois pelos astecas e é traduzido como “o lugar onde os deuses foram criados”.
A engenheira destacou, em seu relato, o sistema de drenagem e o controle das águas, além do comércio de obsidiana. A experiência levou Carvalhal a olhar para o sítio também sob a perspectiva da engenharia: “Engenharia avançada muito antes da era moderna!”, escreveu.
O conjunto arqueológico inclui a Pirâmide do Sol, a Pirâmide da Lua e o Templo da Serpente Emplumada. Sob este último, pesquisadores encontraram um túnel com cerca de 120 metros de extensão. O INAH informa que as escavações revelaram quase 50 mil objetos e vestígios de mercúrio em pequenas quantidades.
Para Carvalhal, Teotihuacán foi uma imensa expectativa turística. “Saí de lá com o coração cheio e com a certeza de que algumas experiências não se explicam, se sentem”, relatou.























